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quinta-feira, 27 de junho de 2013

A Segunda Passeata em Maricá reuniu centenas de pessoas

Ontem, dia 26 de junho de 2013,  centenas de pessoas fecharam a rodovia Amaral Peixoto (RJ106), no bairro de Inoã, Km 15. Maricá viveu sua segunda passeata, menos intensa que a primeira do dia 21. Os manifestantes  organizam a próxima para o dia 28, sexta feira, a partir das 16 hs no centro de Maricá.
Houve acordo entre manifestantes e policia que a obstrução da rodovia seria pelo período de uma hora. A polícia teve que agir usando armas não letais para desobstruir a rodovia em função do não cumprimento do acordo pelos manifestantes.
Foram diversas as reivindicações porém as mais incisivas foram a criação de novas linhas de ônibus e economia na estrutura de recursos humanos da prefeitura.

Fonte: O Jogo da Política



Projeto aprovado.Corrupção agora é crime hediondo.

O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (26) o projeto de lei que altera o Código Penal para aumentar a punição para corrupção e tornar esse tipo de delito crime hediondo, considerado de maior gravidade.
O texto aprovado determina que a corrupção ativa (quando é oferecida a um funcionário público vantagem indevida para a prática de determinado ato de ofício) passa ter pena de 4 a 12 anos de reclusão, além de multa – atualmente, a reclusão é de 2 a 12 anos. A mesma punição passa a valer para a corrupção passiva (quando funcionário público solicita ou recebe vantagem indevida em razão da função que ocupa).
A proposta também inclui entre crimes hediondos a prática de concussão (ato de exigir benefício em função do cargo ocupado).
Fonte: G1

Natan Donadon será o primeiro deputado em exercício a ser preso por determinação do Supremo

 Natan Donadon será o primeiro deputado em exercício a ser preso por determinação do Supremo desde a Constituição de 1988. Ainda não há informações sobre o momento exato em que a prisão será cumprida.Donadon foi considerado culpado pelo Supremo em outubro de 2010 por supostamente liderar uma quadrilha que desviava recursos da Assembleia Legislativa de Rondônia. Os desvios teriam ocorrido entre 1995 e 1998, num total de R$ 8,4 milhões. A condenação foi decidida por 7 votos a 1, com pena de 13 anos, 4 meses e 10 dias de prisão em regime fechado, além de multa.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Imagine se Sócrates vivesse nos dias atuais. Leia...

"Só sei que nada sei". O autor da frase, Sócrates – um opositor ferrenho aos sofistas - deixou uma marca indiscutível no modo de se pensar no Ocidente. Figura polêmica, por não ter deixado escritos, muitos dizem, inclusive, que não existiu, foi apenas um personagem que teria sido inventado por seus supostos alunos Platão e Xenofonte. Foi, então, principalmente por meio dos escritos desses dois, que o legado de Sócrates não pereceu. Convivendo na Era de Péricles (século V a.C.), de apogeu da Grécia, junto ao povo nas praças públicas (agorá), da cidade (pólis) de Atenas, Sócrates situou sua doutrina na natureza humana e seus desdobramentos ético-sociais. Via na prudência (phónesis) uma virtude essencial para a ordem social, visando uma educação cidadã.
De origem simples, Sócrates era filho de um escultor e de uma parteira. Estudou literatura, música, ginástica, retórica, geometria e astronomia, tal como as obras dos outros filósofos e também dos sofistas, conta Andreas Drosdek (p. 15). Enquanto conscrito no serviço militar, lutou com bravura pela sua cidade. Participou por muito tempo da Assembléia de Atenas, mas não apoiava normas que considerava injustas. "Não apoiou, por exemplo, o governo dos Trinta Tiranos, no ano 404, que mandava para a prisão, por simples capricho, vítimas inocentes. Provavelmente, só foi salvo da fúria dos tiranos graças à contrarrevolução, ocorrida pouco tempo depois", salienta Drosdek (p. 16).
Sócrates tinha um método baseado na ironia e na maiêutica. Na primeira fase do método, a ironia, Sócrates – diante de outra pessoa que dizia conhecer um assunto – dizia que nada sabia. Ele só fazia perguntas, até desmontar o outro, que acabava por demonstrar, na verdade, sua ignorância. Na segunda fase, a maiêutica (parto em grego, em homenagem à sua mãe Fenareta), Sócrates dava luz às novas idéias, construindo novos conceitos, mesmo que não se chegasse a conclusões definitivas. Indagava sobre o sentido dos costumes e as disposições de caráter dos atenienses, dirigindo-se à sociedade e ao indivíduo.
A professora Marilena Chauí (p. 311) é contundente sobre o método de Sócrates: "As perguntas socráticas terminavam sempre por revelar que os atenienses respondiam sem pensar no que diziam. Repetiam o que lhes fora ensinado desde a infância. Como cada um havia interpretado à sua maneira o que aprendera, era comum, quando um grupo conversava com o filósofo, uma pergunta receber respostas diferentes e contraditórias. Após certo tempo de conversa com Sócrates, um ateniense via-se diante de duas alternativas: ou zangar-se com a impertinência do filósofo perguntador e ir embora irritado, ou reconhecer que não sabia o que imaginava saber, dispondo-se a começar, na companhia de Sócrates, a busca filosófica da virtude e do bem."
Devido a essa atitude, ao mesmo tempo em que arregimentava seguidores, Sócrates teve um grande número de inimigos, que, posteriormente, conseguiram articular politicamente a sua condenação à morte, com respaldo popular, sob a acusação de negar as divindades (criando outras) e de corromper a juventude. Condenado ao suicídio, Sócrates bebeu um veneno chamado cicuta. Poderia ter optado pelo exílio de Atenas ou apelado por misericórdia, mas não o fez. "No entanto, a ética de respeito às leis, e, portanto, à coletividade, não permitia que assim agisse", narram Bittar e Almeida (p. 102). "A fuga, portanto, era impensável para ele, pois se assim agisse não estaria mais servindo a Atenas", completa Drosdek (p. 17).
Sócrates desafiava a ordem vigente nos círculos sociais da sua época, pois questionava o relativismo dos sofistas, pregando uma verdade perene, que influenciaria sistemas filosóficos posteriores como o platonismo, o aristotelismo e o estoicismo.
Desse modo, para Sócrates, erro é fruto da ignorância, e toda virtude é conhecimento. O filósofo, assim, tinha como missão "parir" o conhecimento que está dentro das pessoas. "Daí a importância de reconhecer que a maior luta humana deve ser pela educação (paidéia), e que a maior das virtudes (areté) é a de saber que nada se sabe", escrevem Bittar e Almeida (p. 99) De onde será que os partidos e os políticos tiraram a bandeira da "educação" acima de tudo?
A Sócrates pode ser atribuída a origem da ética (ou filosofia moral), tendo como ponto de partida a consciência do agente moral, arremata Chauí (p. 311): "É sujeito ético ou moral somente aquele que sabe o que faz, conhece as causas e os fins de sua ação, o significado de suas intenções e de suas atitudes e a essência dos valores morais. Sócrates afirma que apenas o ignorante é vicioso ou incapaz de virtude, pois quem sabe o que o é bem não poderá deixar de agir virtuosamente."
A ética de Sócrates reside no conhecimento e na felicidade. Como assim conhecimento? Aquele que comete o mal crê praticar algo que o leve à felicidade, por ter seu juízo enganado por meros "achismos". Por isso é preciso, antes, conhecer a si mesmo. Depois de dotado de conhecimento, aí,
sim
, valorar acerca do bem e do mal. A felicidade, para ele, não se resumia a bens materiais, riquezas, conforto ou status perante os demais homens. Conforme Bittar e Almeida (p. 101): "O cultivo da verdadeira virtude, consistente no controle efetivo das paixões e na condução das forças humanas para a realização do saber, é o que conduz o homem à felicidade." Sua ética é, portanto, teleológica, ou seja, tem como fim da ação a felicidade.

Para Sócrates o coletivo tinha primazia sobre o individual, mas se opunha à concepção de que Direito é a expressão dos mais fortes, sendo melhor sofrer uma injustiça do que cometê-la. A filosofia, de acordo com Sócrates, é buscar a maior perfeição possível seja na vida, quanto na morte. "Para ele, a cidade e suas leis são necessárias e respondem às exigências da natureza humana. A obediência às leis da cidade é um dever sempre e para todos. Por isso Sócrates submete-se à condenação da cidade, ainda que reconhecendo a injustiça de que é vítima", disserta Leite (p. 24-25). Complementam Bittar e Almeida (p. 102): "E isso porque a ética socrática não se aferra somente à lei e ao respeito dos deveres humanos em si e por si. Transcende a isso tudo: inscreve-se como uma ética que se atrela ao porvir (post mortem). (...) Isso ainda significa dizer que a verdade e a justiça devem ser buscadas com vista em um fim maior, o bem viver post mortem. E não há outra razão pela qual se deseje filosofar senão a de preparar-se para a morte."
Embora tivesse conhecimento de que a lei humana (nomos) – artifício humano e não da natureza – poderia ser justa ou injusta, Sócrates pregava a irrestrita obediência à lei. O Direito – conjunto de leis, em termos simplistas – seria um instrumento de coesão social que levaria à realização do bem comum, entendido como o "desenvolvimento integral de todas as potencialidades humanas, alcançadas por meio do cultivo das virtudes", ensinam Bittar e Almeida (p. 104). A lei seria elemento de ordem no todo da cidade (pólis) e, por isso, não deveria ser contrariada, mesmo que se voltasse contra si mesmo, sob pena de se instalar a desordem social. "O homem integrado enquanto integrado ao modo político de vida deve zelar pelo respeito absoluto, mesmo em detrimento da própria vida, às leis comuns a todos, às normas políticas (nómos póleos)", completam Bittar e Almeida (p. 106-107).
O indivíduo nas suas elucubrações poderia questionar os critérios de justiça de uma lei positiva (externa), mas somente criticá-la, sem desobedecê-la, evitando, assim, o caos por levar outras pessoas a desobedecê-la. Dizem Bittar e Almeida (p. 108): "Em outras palavras, para Sócrates, com base num juízo moral, não se podem derrogar leis positivas. O foro interior e individual deveria submeter-se ao exterior e geral em benefício da coletividade." Prossegue Leite (p. 25): "Efetivamente, a justiça, para Sócrates, consiste no conhecimento e, portanto, na observância das verdadeiras leis que regem as relações entre os homens, tanto das leis da cidade como das leis não-escritas. Segundo Sócrates, que propugna pela obediência incondicional às leis da cidade, o justo não se esgota no legal, posto que acima da justiça humana existe uma justiça natural e divina."
Bittar e Almeida (p. 109) enumeram os motivos que levaram Sócrates a optar pelo suicídio: "concatenação da lei moral com a legislação cívica; o respeito às normas e à religião que governavam a comunidade, no sentido do sacrifício da parte pela subsistência do todo; a importância e imperatividade da lei em favor da coletividade e da ordem do todo; a substituição do princípio da reciprocidade, segundo o qual se respondia ao injusto com injustiça, pelo princípio da anulação de um mal com o seu contrário, assim, da injustiça com um ato de justiça; o reconhecimento da sobrevivência da alma, para um julgamento definitivo pelos deuses, responsável pelo verdadeiro veredito dos atos humanos."

Fonte: - Jus Navegandi


Educação terá 75% dos royalties do petróleo e do gás natural


Acordo alterou proposta do governo, que previa 100% para educação.
Projeto aprovado por deputados será agora apreciado pelo Senado.

Fabiano Costa e Nathalia PassarinhoDo G1, em Brasília

Os deputados federais aprovaram na madrugada desta quarta-feira (26) o projeto de lei que destina à educação pública recursos obtidos por União, estados e municípios com os royalties do petróleo e do gás natural e também com as participações especiais na extração petrolífera. O texto do projeto segue agora para apreciação do Senado.
Um acordo construído entre a base aliada e a oposição alterou a proposta original do governo, que previa o repasse integral (100%) desses recursos para a área educacional. No encontro de segunda (24) com governadores e prefeitos, em que anunciou cinco pactos nacionais (um deles pela educação), a presidente Dilma Rousseff disse que confiava na aprovação pelos parlamentares dos 100% para a educação.
AS MUDANÇAS NO PROJETO ORIGINAL DOS ROYALTIES
 
Antes
Depois
Distribuição dos royalties
100% para a educação
75% para a educação e 25% para a saúde
Destinação dos recursos
Dos contratos assinados a partir de 3 de dezembro de 2012
Dos contratos com "declaração de comercialidade" a partir de 3 de dezembro de 2012
Fundo Social
50% dos rendimentos do Fundo Social para a educação
50% do total do Fundo Social para educação
Fonte: Câmara dos Deputados
O texto substitutivo apresentado pelo relator da proposta, deputado André Figueiredo (PDT-CE), acolheu uma emenda sugerida pela liderança do DEM que obriga as três esferas públicas a aplicarem 75% dos royalties na educação e 25% na saúde. Figueiredo decidiu incorporar a emenda com o novo critério de  distribuição para evitar que seu texto fosse derrubado por um acordo que estava sendo costurado entre governistas e oposicionistas.
Contrariado com parte das alterações propostas pelo relator, o líder do governo na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), advertiu os colegas de Legislativo que não há compromisso do Palácio do Planalto de sancionar as modificações promovidas de última hora no projeto.
Além de mexer no destino final do dinheiro, o substitutivo de André Figueiredo ampliou o valor a ser investido nessas áreas com recursos de parte dos contratos em vigor. O Planalto, entretanto, pretendia destinar somente recursos de contratos futuros.
Parlamentares oposicionistas e até mesmo da base aliada reclamaram em plenário que, de acordo com o texto do governo, os primeiros recursos dos royalties na educação começariam a ser aplicados somente daqui a dez anos.
A proposta do governo era destinar para a educação as receitas decorrentes dos contratos assinados a partir de 3 de dezembro de 2012.
Mas o relator do projeto modificou essa previsão, obrigando inclusive o repasse de recursos oriundos de contratos anteriores – desde que esses campos tenham entrado em operação comercial depois de 3 de dezembro de 2012.
Ou seja, se a comercialidade do poço petrolífero foi declarada depois de 3 de dezembro do ano passado, os royalties gerados por essas estruturas – ainda que os contratos tenham sido assinados antes – serão aplicados na educação e na saúde.
Fundo Social
Além das receitas dos royalties, o substitutivo do parlamentar do PDT garantiu que 50% dos recursos recebidos pelo Fundo Social – uma espécie de poupança formada por recursos que a União recebe na produção do petróleo da camada pré-sal – serão destinados para a educação.
Na proposta original do governo, a receita viria de contratos futuros e apenas seriam aplicados em educação metade dos rendimentos de investimentos feitos com o dinheiro do Fundo Social, poupança criada no marco regulatório do pré-sal.
Em seu relatório, Figueiredo fez uma estimativa da diferença de recursos que serão encaminhados para educação e saúde com as modificações no texto elaborado pelo governo.
Nas contas do deputado, com a proposta do Planalto, a verba que seria destinada à educação poderia alcançar R$ 25,80 bilhões nos próximos 10 anos, considerando-se a cotação do barril de petróleo em US$ 100. Já os critérios aprovados pela Câmara, segundo ele, devem assegurar cerca de R$ 280 bilhões para as duas áreas na próxima década.
Da tribuna, o relator do projeto defendeu o aporte de recursos que, segundo ele, o substitutivo garantirá para educação e saúde.
“Como está no texto da presidente seriam destinados para a educação 50% do retorno financeiro do fundo do pré-sal, ou seja, metade dos juros. Isso daria um valor ínfimo. Estamos falando de um aporte de R$ 25,8 bilhões em dez anos. Na forma como está o meu substitutivo, o aporte será de R$ 280 bilhões em dez anos”, disse.
Fonte: G
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Joaquim Barbosa defende reforma política que reduza peso de partidos


Presidente do STF disse que Brasil vive 'crise de representação política'.
Ele afirmou que país quer participar e não quer mais 'conchavo' de cúpulas.

Mariana OliveiraDo G1, em Brasília

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, afirmou nesta terça-feira (25) que o país precisa de uma reforma política que diminua a influência dos partidos na escolha dos candidatos e que aumente a participação popular. Segundo ele, a população não quer mais decisões tomadas por meio de "conchavos".
Durante entrevista coletiva no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), do qual Barbosa também é presidente, ele relatou temas da conversa que manteve nesta terça com a presidente Dilma Rousseff durante audiência no Palácio do Planalto. Segundo Barbosa, os dois falaram sobre as manifestações de protesto que se espalharam pelo país.
"Eu disse que há sentimento difuso na sociedade brasileira e eu, como cidadão, penso assim, [que] há vontade do povo brasileiro, principalmente os mais esclarecidos, de diminuir ou mitigar o peso – volto a dizer, diminuir ou mitigar e não suprimir –, o peso dos partidos políticos sobre a vida política do país. Essa parece ser uma questão chave em tudo que vem ocorrendo no Brasil."
Por que uma intermediação por partidos políticos desgastados, totalmente sem credibilidade? Existem algumas democracias que permitem o voto avulso, com sucesso."
Barbosa ressalvou que não defendeu a "supressão" dos partidos, mas disse ser pessoalmente favorável a candidaturas avulsas, não atreladas a siglas partidárias.
"Por que não? Já que a nossa democracia peca pela falta de identificação entre eleito e eleitor, por que não permitir que o povo escolha diretamente em quem votar? Por que uma intermediação por partidos políticos desgastados, totalmente sem credibilidade? Existem algumas democracias que permitem o voto avulso, com sucesso", disse o presidente do STF.
"A sociedade brasileira está ansiosa de se ver livre desses grilhões partidários que pesam sobre o seu ombro. E isso é muito salutar", declarou Joaquim Barbosa.
Ao ser perguntado sobre a possibilidade de plebiscito para uma decisão sobre a reforma política, ele disse que é preciso ampliar a participação popular.
"O que temos que ter é a consciência clara de que há necessidade no Brasil de incluir o povo nas discussões sobre reformas. O Brasil está cansado de reformas de cúpula. [...] Temos sim que trazer o povo para a discussão e não continuarmos com essa tradição de conchavos de cúpula."
O presidente do STF disse que "se reservaria" a não responder sobre a necessidade de um processo constituinte para se fazer a reforma política, proposta apresentada nesta segunda em reunião com governadores e prefeitos pela presidente Dilma Rousseff.
Voto distrital, recall e suplentes
Joaquim Barbosa defendeu ainda o voto distrital, no qual as regiões são divididas em distritos, e os candidatos eleitos conforme os distritos que representam.
"Eu sou inteiramente favorável ao voto distrital, seja o voto distrital puro, em um turno, seja o voto distrital qualificado, ou seja, se faz um primeiro turno de votação e vão para o segundo turno apenas candidatos em cada distrito que obtiveram  um percentual, digamos, de 10%, 15%."
Para o presidente do STF, o sistema de representação política atual "mostra marcas profundas de esgotamento". Segundo ele, há uma "crise de representação política".
Qualquer medida para alterar a sistemática na eleição exigirá mudança na Constituição. [...] O que indago é o seguinte: no momento de crise grave como o atual, a propositura de reformas via emenda constitucional seria viável? Essas propostas já não tramitam no Congresso Nacional há anos? Houve em algum momento demonstração de vontade política de levar adiante essas reformas?"
Outra sugestão apontada pelo magistrado é a possibilidade de "recall", ou seja, que o eleitor possa exigir que o mandato do político seja revogado se não corresponder às expectativas.
Ele classificou ainda a possibilidade de senadores suplentes assumirem a vaga dos titulares como uma "excrescência". "É uma excrescência injustificável. Temos percentual muito elevado de senadores que não foram eleitos. Pessoas que, de alguma forma, ingressaram na chapa da pessoa que era o candidato mais forte, e passado algum tempo, substituíram os titulares."
Mudanças na Constituição
Embora não tenha apoiado abertamente uma constituinte, que poderia ter poderes para reescrever a Constituição, o presidente do Supremo considerou que não se pode fazer uma reforma política sem mudar a lei maior do país. E acrescentou que Propostas de Emendas à Constituição (PEC) não têm se mostrado eficazes no debate no Congresso.

"Qualquer medida para alterar a sistemática na eleição exigirá mudança na Constituição. Portanto, está descartada mudança política eficaz por meio de lei ordinária. [...] O que indago é o seguinte: no momento de crise grave como o atual, a propositura de reformas via emenda constitucional seria viável? Essas propostas já não tramitam no Congresso Nacional há anos? Houve em algum momento demonstração de vontade política de levar adiante essas reformas?"

Candidatura à presidência e mensalão
Sobre a pesquisa do instituto Datafolha que o apontou como líder de intenção de votos entre manifestantes, o presidente do Supremo se disse "lisonjeado", mas negou intenção de concorrer.
Eu não tenho a menor vontade de me lançar candidato à presidência da República. Tenho 41 anos de vida pública, acho que está bom."
"Me sinto extremamente lisonjeado. Apesar de não ser político, jamais ter relação política, é excelente para minha vida pessoal, meu histórico. Agora, sei muito bem que aquilo são manifestações espontâneas de uma certa ou de poucas camadas da população brasileira. [...] Eu não tenho a menor vontade de me lançar candidato à presidência da República. Tenho 41 anos de vida pública, acho que está bom."

Ao ser perguntado se o julgamento dos recursos do mensalão poderia ser impactado pelas manifestações populares, Joaquim Barbosa considerou que sim.

"Se os movimentos persistirem, vão interferir no sentido de buscar uma resposta rápida. Eu já tenho essa resposta há algum tempo", afirmou.
Barbosa defendeu penas duras aos 25 condenados no julgamento, afirmou não serem cabíveis os recursos que podem levar a novo julgamento. Ele levará os embargos de declaração, que podem reduzir penas, para julgamento do plenário em agosto.
Fonte: G1

terça-feira, 25 de junho de 2013

Dilma propõe uma Constituinte que faça uma reforma política no país.

A presidente Dilma Rousseff defendeu nesta segunda-feira em reunião com governadores e prefeitos de capitais a convocação de um plebiscito para votar a instauração de uma Constituinte que faça uma reforma política no país.

Dilma propôs, ainda, que a corrupção dolosa (intencional) passe a ser equivalente a crimes hediondos.
As sugestões integram um pacto com cinco pontos que Dilma propôs aos governantes como resposta à onda de protestos pelo país. Antes do encontro, a presidente se reuniu com integrantes do Movimento Passe Livre, que tem convocado as manifestações em São Paulo.
Além de uma reforma política que endureça o combate à corrupção, as outras quatro bases do pacto são: a responsabilidade fiscal, para garantir a estabilidade da economia e o controle da inflação; melhorias na área da saúde, com aceleração de investimentos em hospitais e unidades de saúde; maior qualidade no transporte público; e melhorias na educação.
Houve diversos protestos espalhados pelo Brasil, porém em dimensão menor do que os da semana passada.

Fonte: BBC

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Nova manifestação em Maricá já tem data marcada


Em Maricá nova passeata está sendo marcada. Deve acontecer ainda nesta semana. No facebook, quase 700 pessoas já confirmaram presença no evento marcado para o dia 26/06 a partir das 17h em Inoã. Outro evento no facebook marcado para o dia 28/06 (sexta-feira) na praça Orlando de Barros Pimentel convoca a população a se manifestar a partir das 17h.

Dilma propõe Pacto Nacional

Rio de Janeiro, 23 jun - A presidente Dilma Rousseff se reunirá nesta segunda-feira com os governadores e prefeitos de todo o país para discutir o Pacto Nacional pela melhoria dos serviços públicos.
pronunciamento feito em rede nacional nesta sexta-feira, em resposta às manifestações que sacodem o Brasil há duas semanas.
A proposta do encontro foi apresentada e
Dilma terá a oportunidade de atender aos pedidos da nação e realizar uma grande reforma  no país. Falta apenas saber se há apoio político para que a Presidenta brasileira possa brilhar a estrela que vem se apagando.



sábado, 22 de junho de 2013

Passeata em Maricá foi Exemplo de Consciência Política

Vem Pra Rua Vem!
Em 21 de junho de 2013, o povo de Maricá concentrou-se na praça  central da Igreja Nossa Senhora do Amparo,antes de começar a caminhada pela cidade. Lá encontrava-se um caminhão sonorizado com um microfone à disposição de poucas pessoas. Logo foi descoberto que aquele veículo era da atual gestão. O povo afastou-se do caminhão motorizado e deixou o pequeno público partidário isolado da multidão.
Em frente a Prefeitura de Maricá
Próximo a Ponte da Mumbuca
Na Rodovia
Cerca de duas mil pessoas caminharam pacificamente pela cidade. Se dirigiram e pararam em frente a Câmara Municipal, que se encontrava fechada, cercada de força policial. O povo dirigiu-se à Prefeitura que também não funcionava. Os policiais tentaram intimidar o povo fazendo uma barreira que fora atravessada pacificamente. De lá a população dirigiu-se a rodovia que atravessa a cidade e cerca de duas mil pessoas pararam o trânsito nos dois sentidos. A insatisfação fora declarada em função da má assistência hospitalar, falta de segurança pública, poucas unidades de ensino técnico, ao caro e desrespeitoso serviço de transporte público, ao decadente ensino púbico e ao alto  valor do IPTU.
Na Rodovia
Força Policial na Praça
Vem Pra Rua Vem!
Caminhada no Centro
Desabafo
A passeata na cidade de Maricá foi marcada por consciência política, esperamos que o Gestor atual considere com seriedade as reivindicações do povo para que possa colher frutos políticos e respeito da população. O fato é que a população deve aprender que não adianta ir para as ruas como um leão, e chegar nas urnas e votar como burro. Na história bíblica o Gigante covarde enfrentou  Davi e esse exemplo vem se repetindo sempre. O povo enfrenta o covarde sistema público que por ironia do destino é alimentado pelo próprio povo. O povo acordou!
Ativistas de costas para a Câmara de Vereadores
Força Policial na Praça
















sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Itamaraty reage e ataca política do dólar barato


O governo brasileiro reagiu duramente à carta em que o representante de Comércio dos Estados Unidos, Ron Kirk, criticou a política do País de elevação de tarifas de importação. O ministro das Relações Exteriores, Antônio de Aguiar Patriota, recebeu o documento nesta quinta-feira (20) à tarde e à noite divulgou uma resposta.

Em tom duro, ele ressaltou que os EUA praticamente dobraram as exportações ao Brasil, beneficiados por um "ambiente distorcido de desalinhamentos cambiais e escancarado apoio governamental". Ele atacou a política de expansão monetária americana, chamada de afrouxamento quantitativo, que torna o dólar barato ante outras moedas e dá mais competitividade aos produtos americanos. E reafirmou a intenção de usar "todos os instrumentos legítimos" em defesa do mercado.
Mais cedo, o porta-voz do Itamaraty, embaixador Tovar Nunes, já havia reagido à carta dos EUA, tachada de "injustificável" e "inaceitável". "Não gostamos nem do conteúdo nem da forma. Consideramos injustificadas as críticas, não têm fundamento", afirmou. "Temos um relacionamento muito bom com os EUA e essa forma de comunicação não é aceitável, não ajuda e não reflete esse bom relacionamento."
O tom do texto de Kirk, que tem o posto equivalente a um ministro do Comércio Exterior, incomodou o governo brasileiro. Há uma semana, o embaixador americano na Organização Mundial do Comércio, Michael Punke, também havia reclamado da decisão brasileira de aumentar as tarifas de importação de 100 produtos e a reação de Patriota não foi tão dura.
Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o ministro afirmou que considerava naturais as críticas feitas na organização, um fórum onde os países podem levantar suas "preocupações comerciais". Ainda assim, lembrou que o Brasil é um dos quatro países que mais importam produtos americanos e que medidas dos Estados Unidos benéficas às suas empresas, como o chamado afrouxamento quantitativo realizado há uma semana, também prejudicam economias emergentes.
"O Brasil tem levantado na OMC um debate sobre câmbio e comércio e vê com muita preocupação essas medidas de afrouxamento quantitativo, que têm impacto extremamente deletério sobre economias em desenvolvimento. Economias que inclusive estão ajudando o mundo desenvolvido com o seu dinamismo econômico e com a absorção de produtos exportados pelos Estados Unidos e países europeus", disse o ministro. "Além da retórica temos de olhar para realidade, e há questões que precisam ser legitimamente debatidas. O Brasil as tem levado à OMC e esperamos que também sejam tratadas com seriedade".
A diferença agora é, especialmente, o tom da carta do representante americano. No texto, Kirk não só começa dizendo que escreve para declarar "em termos fortes e claros" a preocupação dos Estados Unidos com a política brasileira, como acusa o governo brasileiro de tomar medidas protecionistas e de mirar especificamente as importações americanas. Além disso, o tom de ameaça - Kirk diz que medidas como essa podem levar a respostas à altura e prejudicar as relações dos dois países - foi considerado desrespeitoso.
O Brasil teve, em 2011, um déficit comercial de US$ 8,2 bilhões com os Estados Unidos. Este ano, entre janeiro e agosto, a diferença na balança comercial já alcança US$ 2,7 bilhões contra o Brasil. Além disso, as ações americanas para proteger seu comércio também não costumam levar em conta os problemas que causam nos outros países.
A recente decisão do Federal Reserve, o banco central americano, de comprar US$ 40 bilhões em títulos públicos para injetar dinheiro na economia foi classificada pela presidente Dilma Rousseff como um "tsunami monetário", que fortalece artificialmente as moedas dos demais países e prejudica o comércio. No quesito subsídios, o Congresso americano negocia uma nova lei agrícola, a Farm Bill, que pode ser ainda mais danosa para os produtos agrícolas que a atual.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

A desvalorização da moeda americana fará o Brasil perder dinheiro, já que o país tem muitas reservas em dólares


Mantega afirma que com a desvalorização do dólar, o Brasil perde a competitividade / Antonio Cruz/ ABr/ ArquivoMantega afirma que com a desvalorização do dólar, o Brasil perde a competitividadeAntonio Cruz/ ABr/ Arquivo



Após uma reunião em Paris com o ministro das Finanças da França, Pierre Moscovici, Mantega criticou as recentes medidas do Fed (Federal Reserve, banco central americano), que anunciou na semana passada um programa adicional de estímulo à economia. "Ficamos preocupados porque não acreditamos que isto resolva em grande medida os problemas dos Estados Unidos, mas vai provocar problemas para os países emergentes", explicou Mantega.

Segundo o ministro brasileiro, a desvalorização da moeda americana fará o Brasil perder dinheiro, já que o país tem muitas reservas em dólares. "Com a desvalorização do dólar, perdemos competitividade", completou.

Para Mantega, os Estados Unidos devem executar uma reativação orçamentária, mais do que monetária. "Sei que eles têm problemas políticos neste momento e pode ser que, depois das eleições (presidenciais, em novembro), mudem de estratégia", afirmou.

Guido Mantega já criticou no passado a grande emissão monetária nos Estados Unidos e seus efeitos negativos para os países emergentes, chegando, inclusive, a citar a ameaça de uma "guerra cambial".

Questionado sobre a posição brasileira, Moscovici comentou que este é um tema que deve ser tratado nos fóruns multilaterais, mas concordou que as coisas podem mudar após as eleições nos Estados Unidos. Ao falar sobre a crise na zona do euro, o ministro brasileiro estimulou os europeus a aplicar suas soluções. "É preciso atuar mais rapidamente", afirmou.

Nas palavras de Mantega, "é necessário organizar a supervisão bancária o mais rápido possível para que o mecanismo funcione", com uma recapitalização direta dos bancos em dificuldades por meio dos fundos de resgate da Eurozona. "Esperamos que os problemas sejam resolvidos e que o dinheiro chegue a Espanha e aos países que precisam", disse.

De acordo com Mantega, os problemas "impedem avançar no tema do crescimento", uma preocupação que afeta todo o mundo. Moscovici concordou com o ministro brasileiro. "Sabemos que devemos progredir na supervisão bancária e na aplicação de um verdadeiro programa de crescimento para a Europa".

Segundo o ministro francês, "a Europa está começando a ver a luz no fim do túnel e a recuperada confiança dos mercados também quer dizer que a fase de aguda inquietação está ficando para trás".

Fonte: Band

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

MENSALÃO EXISTIU E HOUVE COMPRA DE VOTOS´, AFIRMA BARBOSA


Os ministros do Supremo Tribunal Federal começam a decidir o futuro do núcleo
político, acusado pelo esquema de corrupção. Durante a leitura do voto, o relator
 da ação, Joaquim Barbosa, disse que o "Mensalão existiu e que houve compra de
 deputados".
De acordo com Barbosa, não há "qualquer dúvida" de que existiu um esquema de
 pagamento de propina no Congresso Nacional, para beneficiar o então governo
 federal. O ministro ainda afirmou que Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT, confessou
 repasses do partido para outras legendas, no total de R$ 55 milhões.
Para ele, as provas nos autos mostram que as revelações de Roberto Jefferson não
 são "mera vingança política". A denúncia, analisada nesta semana, traz acusações
 contra 23 réus. Entre eles, o delator do esquema, Roberto Jefferson e José Dirceu -
apontado como líder do Mensalão.
Procurador da República diz que Valério é jogador

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirmou nesta segunda-feira
 que Marcos Valério é um "jogador" e que declarações do réu durante o andamento
 do processo do mensalão precisam ser vistas "com cautela".
Uma reportagem publicada na revista "Veja" afirmou que Marcos Valério, apontado
como o operador do mensalão, disse que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva
era o "chefe" e "fiador" das operações.
Fonte:band news 

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Biografia de Itamar Franco


Presidente do Brasil - de 2/10/1992 a 1/1/1994

Itamar Augusto Cautiero Franco

28/6/1930 - Salvador, Bahia
2/7/2011, São Paulo (SP)

Folha Imagem
Itamar Franco nasceu no dia 28 de junho de 1930, a bordo de um navio que fazia a rota Salvador/Rio de Janeiro. Órfão de pai, que morreu de malária antes de seu nascimento, viveu uma infância pobre em Juiz de Fora, Minas Gerais, ajudando a mãe a entregar marmitas.
Formou-se em engenharia e eletrotécnica pela Escola de Engenharia de Juiz de Fora, em 1955. Ingressou na política pelo MDB (Movimento Democrático Brasileiro), partido pelo qual foi eleito prefeito da cidade em 1966 e 1972 e senador por Minas Gerais em 1974 e 1982. Foi vice-presidente da República em 1989, no governo de Fernando Collor de Mello, e assumiu a presidência durante o processo de impeachment. Com a renúncia de Collor, em dezembro de 1992, permaneceu no cargo até o final do mandato.
Sua administração foi marcada pelo lançamento do Plano Real, em 1º de março de 1994. Estabelecido pelo então ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, o plano promoveu a queda da inflação, e no primeiro trimestre de 1994, a atividade econômica cresceu em proporções comparáveis apenas ao início da década de 1980, verificando-se um grande aumento do consumo, apesar da manutenção das altas taxas de juros.
A estabilidade econômica deixou o governo com alto índice de aprovação popular, e Fernando Henrique Cardoso passou a ser apontado como um dos nomes favoritos da disputa presidencial. Cardoso afastou-se do governo Itamar em abril de 1994 para disputar as eleições, sendo eleito já no primeiro turno, com 54,3% das intenções de votos.
Após deixar a Presidência da República, Itamar Franco tornou-se embaixador do Brasil em Portugal e, posteriormente, ocupou o mesmo posto na OEA (Organização dos Estados Americanos), em Washington (EUA).
Retornou ao país para disputar o governo de Minas Gerais, em 1998. Eleito, governou o Estado de 1999 a 2002. Nesse período, o mineiro inicia uma cruzada contra Fernando Henrique Cardoso e passa, de Minas Gerais, a criticar o governo federal. Sua gestão foi marcada por imbróglios contra FHC.
Em 2006, tentou uma vaga para disputar o Senado pelo PMDB, mas foi novamente preterido pelo partido, que escolheu Newton Cardoso.
A convite de Aécio Neves (PSDB), então governador de Minas Gerais, Itamar presidiu o Conselho de Administração do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) no período de 2007 a 2010. Em 2010,  elegeu-se senador por Minas Gerais.
Itamar morreu em 2 de julho de 2011, aos 81 anos, em São Paulo, em decorrência de um acidente vascular cerebral. Ele estava internado desde o dia 21 de maio, quando foi diagnosticado com leucemia.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Biografia do Presidente Lula


Presidente do Brasil - de 2003 a 2006 e 2007 a 2010

Luiz Inácio Lula da Silva

27/10/1945 - Garanhuns (PE)

Reuters
Lula fundou o Partido dos Trabalhadores em 1980
Aos sete anos de idade, Luiz Inácio Lula da Silvamudou-se com a família para Santos (SP), deixando o interior de Pernambuco em busca de melhores oportunidades de vida. Quatro anos mais tarde, em 1956, foi para a capital do Estado de São Paulo. Lá, ainda criança, trabalhou como vendedor ambulante, engraxate e office-boy. Aos 15 anos, tornou-se aprendiz de torneiro mecânico.

Em 1970, depois de perder a esposa grávida do primeiro filho, Lula passou a se dedicar intensamente à atividade sindical. Em 1973, casou-se com Marisa, sua atual mulher. Em 1975, chegou à presidência do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema. Liderou a primeira greve de operários do ABC paulista em 1978, durante o regime militar.

Em 1980, aliou-se a intelectuais e a outros líderes sindicais, para fundar o PT (Partido dos Trabalhadores), do qual se tornou presidente. No ano seguinte, liderou nova greve de metalúrgicos, foi preso e teve seu mandato sindical cassado.

Participou da fundação da CUT (Central Única dos Trabalhadores) e, em junho de 1983, integrou a frente suprapartidária pró-eleições diretas para apresidência da República com os governadores de São Paulo, Franco Montoro (PMDB), e do Rio de Janeiro, Leonel Brizola (PDT).

Lula foi eleito, em 1986, deputado federal constituinte com a maior votação do país. Concorreu à presidência da República em 1989, quando foi derrotado no segundo turno por Fernando Collor de Mello, e em 1994 e 1998, quando perdeu para Fernando Henrique Cardoso.

Em 1995, deixou a presidência do PT e tornou-se presidente de honra do partido. Em 2002, foi eleito presidente do Brasil com votação recorde de 50 milhões de votos. Reelegeu-se em 2006, vencendo, em segundo turno, o candidato do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Geraldo Alckmin.
Na presidência, a gestão de Lula seguiu a política econômica de seu antecessor, conseguindo com isso colocar o país no rumo do desenvolvimento econômico. Lula também surpreendeu os observadores da cena política por conseguir manter altos índices de aprovação e popularidade, descolando-se das denúncias de corrupção que atingiram seus auxiliares mais próximos.
É inédito na história do Brasil o fato de um presidente concluir seu segundo mandato com um índice de popularidade de 87% (pesquisa CNT/Sensus). Trata-se de um recorde mundial. Fiel ao estilo que marcou seu governo, Lula se despediu da Presidência com choro e nos braços da multidão, tendo sido o centro das atenções na cerimônia de entrega da faixa à sucessora Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto, em 1 de janeiro de 2011.